Felipe de Ávila Franco 2020

BIO

 
Felipe de Ávila Franco (1982) é um artista visual brasileiro radicado na Finlândia desde 2013. Suas abordagens artísticas são conduzidas pelo olhar da biopolítica e da estética ambiental, explorando as fronteiras entre a escultura e outros suportes. Suas obras incorporam resíduos industriais e outros materiais como rejeitos construtivos, derivados petroquímicos e solo contaminado recolhidos de regiões de intensa atividade industrial ou onde desastres ambientais tenham sido reportados. Por meio da combinação de técnicas tradicionais e experimentais, esses materiais são transfigurados em esculturas, séries de cerâmica, vídeo projeções e instalações, além de sistemas eletromecânicos e outras intervenções.

 

Sua pesquisa aborda conceitos de materialidade que traduzem em suas obras a distopia industrial dos nossos tempos. Sua abordagem à escultura discute a mesma como uma prática que pode materializar temporalidades e dimensões para refletir sobre o encontro entre as escalas do humano, do não-humano e do planeta. Através do seu processo artístico a arte pode ser abordada como ferramenta para despertar novas perspetivas de conhecimento, estabelecendo relações interdisciplinares entre questões humanísticas e científicas. Lançando um olhar crítico sobre a emergência ambiental, sua obra evoca a arte como mecanismo para ativar uma discussão mais profunda sobre essa contaminação material e imaterial que a própria sociedade que a produz está sujeita, reafirmando ser humano e o entorno como entidades interdependentes. 

 

Atualmente, o artista vive na Finlândia e desenvolve seus trabalhos entre a América Latina e a Europa. Suas obras integram coleções distintas como o Museu de Arte Brasileira, em São Paulo, e a Galeria Nacional Finlandesa Kiasma, em Helsinque.

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